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In questa pagina sono raccolte le interviste e le recensioni del disco di Nilza

 

Intervista su Revista Biografia

 

“Nilza Costa: A representante da música afro-brasileira na Itália”

Nilza Costa, cantora e compositora, nasceu em Salvador /Bahia e vive há dez anos na Itália. Dona de uma voz forte e uma personalidade marcante, essa baiana mistura a World Music/Afro Jazz, mas sempre com uma forte influência da raiz afro brasileira, herança da mãe e avó ainda na sua infância. Seu desejo, é que a sua música chegue até o Brasil e assim possa ter a chance de ser reconhecida, conquistando um espaço no seu próprio país, já que no exterior ela já tem uma carreira consagrada.

 

-Nilza, como fui sua infância, e quando descobriu que cantar era o que queria para sua vida?

A minha infância como a maioria das pessoas pobres no Brasil, foi muito difícil, mas eu era feliz porque a minha mãe e minha avó me deram muito carinho, educação e fizeram de tudo para que não me faltasse nada. Minha mãe sempre me diz que eu já nasci cantando, mas com o passar do tempo eu fui aprimorando mais esse sonho. Corri de todos os lados para vencer a minha timidez, comecei escrevendo, cantando nas igrejas, nas reuniões da Paróquia, nos grupos de jovens e corais.

-Quando decidiu morar na Itália e o que te levou a viver em outro país.

Aconteceu naturalmente. Casei com um italiano e depois viemos para a Itália.

-Teve dificuldades de adaptação?

Um pouquinho sim, mas como sou de Gêmeos, me acostumei rapidamente. Sempre fui muito comunicativa, fiz amizade com as pessoas na escola de italiano e praticamente em seis meses, já conhecia um grupo onde comecei a cantar.

-O que mais te atrai na Itália?

A Itália me atrai muitíssimo, porque aqui a cultura é um livro aberto e eu sempre fui apaixonada por História e Geografia. Cada dia aprendo algo diferente e isso me enriquece tanto.

-Como é a aceitação da música brasileira, e qual o estilo que eles mais gostam?

A musica brasileira é muita querida por aqui principalmente a Bossa Nova. Eu faço outro estilo musical, gosto de misturar os sons afro brasileiros com o jazz, blues, reggae, samba, rock.

-A boa música e os bons interpretes, são mais valorizados no exterior?

Infelizmente sim. O Brasil é muito difícil para quem faz outros gêneros que não sejam o pagode, o axè, sertanejo e funk.

-Qual o problema do Brasil, que o povo não valoriza a boa música, e nem as mídias dão o espaço merecido ao que temos de melhor na área musical?

O problema é fazer musica que vende, se a musica não vende 200 mil cópias, então não serve para mídia. A boa musica é para poucas pessoas, infelizmente. Porque as pessoas são facilmente influenciadas pela mídia. Elas tem preguiça de pesquisar algo novo, sendo assim, elas começam a ouvir o que os outros ouvem e o que passa na tv.

-Quando iniciou sua carreira artística?

Começou aqui na Itália. Eu tentei várias vezes no Brasil, participando de uma Banda de reggae feminina em Salvador, mas era tudo muito difícil. Um vez me disseram: “porque você não faz a produção e coloca no teu lugar uma menina branquinha para cantar? Ficaria melhor e vocês conseguiriam um monte de shows. Uma banda somente com negras cantando não tem muita visibilidade”. Fui fundadora e integrante da Banda Ujahma.

-De onde vem sua influência musical?

A minha influência vem do Candomblè. Quando eu era criança a minha avó me levava nas festas dos terreiros. Eu não entendia nada, mas a musica me entrava no fundo da minha alma, como o alimento que eu precisava. Depois nos corais com a musica clássica que gosto muito também. Maria Bethânia maravilhosa, Elza Soares, João Bôsco, Bob Marley, Caetano Veloso e Gilberto Gil.

-As suas musicas são interpretadas em que idioma?

Eu canto em português, yorubá e italiano.

-É verdade que você era muito tímida e tinha dificuldades de se apresentar solo?

Sim, sempre fui muito tímida, mas a musica, o teatro, a dança me ajudaram tanto.

-Como se livrou da timidez?

Me livrei quando comecei no Coro Cênico Olodum onde tinha que representar, dançar e cantar ao mesmo tempo.

-Durante o tempo que esteve no Brasil, teve participação em vários corais. Quais foram eles?

Cantei no Coro da Fundação Cultural da Bahia, com o maestro Jorge Marques, e no Coro Cênico Olodum com o maestro Jocemar de Castro Aguiar, fiz uma participação curtíssima no OSBA, Orquestra Sinfônica da Bahia também.

-Na Itália você se apresenta em carreira solo?

Me apresento solo, mas tem os músicos que me acompanham.

-Os músicos que se apresentam com você são brasileiros?

Os músicos são todos italianos, apaixonados pela musica brasileira e pelo jazz.

-Seus shows é voltado apenas para brasileiros que vivem na Itália, ou se apresenta para o público italiano também?

Na verdade como faço World Music/Afro Jazz eu procuro tocar para todos sem distinção.
Nos meus shows sinceramente tem mais europeus, africanos, asiáticos que brasileiros. Brasileiros tem, mas em numero menor, infelizmente.

-Costuma se apresentar em outros países?

Sim. Desde 2010 que me apresento em outros países como Espanha, Polônia, Alemanha e agora Holanda também. Gostaria muito que a minha musica chegasse também no Brasil.

-O álbum Revolution, Rivoluzione, Revolução é seu primeiro trabalho. Porque a escolha desse título?

Escolhi esse titulo, porque dentro de mim corre uma Revolução de idéias e gêneros musicais diferentes, que quero coloca-los em pratica. E esse nome veio como uma onda, na hora certa. A minha revolução não é de guerra, mas sim uma revolução musical cheia de mistura e sons de todo o mundo. A musica é uma coisa universal, não pertence a um País, ou a um povo A musica é para todos.

-Como surgiu a oportunidade de gravar o álbum?

Fui gravar uma demo, e os meninos do Studio Soundlab aqui de Bologna gostaram e me perguntaram se eu não queria fazer um disco com mais canções. Eu disse que sim, claro. Então eles acreditaram em mim e até hoje trabalham comigo. Fundaram uma Etiqueta Independente chamada Fonofabrique que me produzem, encontram os shows e tudo o mais. No momento estou gravando o segundo álbum.

-Como foram selecionadas as músicas?

Bem, eu praticamente escrevo todos os dias e já tinha muitas canções em meus cadernos e gravadas no computador.

-As musicas são todas composições suas, ou tem de outros autores?

As musicas são composições minhas, menos Obanixá, que è uma canção do candomblé e Lettera della Terra, que é de uma poeta italiana, chamada Elena Benvenuti, que me presenteou o texto e eu fiz a melodia. O albúm teve a participação de diversos músicos italianos e a do musico brasileiro Jorge Vieira, em uma das faixas.

-Esse álbum é um trabalho independente ou não?

É independente sim, no sentido de que foi produzido por mim e pelo Studio Soundlab..

-Quais são suas prioridades no momento?

No momento a minha prioridade maior, é poder mostrar o meu trabalho em shows e fazer com que a minha música chegue ao Brasil e quem sabe poder ir ao Japão também.

-E projetos futuros?

Fazer musica sempre.
E gostaria que o mundo conhecesse os outros gêneros da musica brasileira que são tantos e todos tem o seu valor, conhecer a sua história, as suas raízes. O Brasil é um Pais enorme e todos nós fazemos parte dele. A musica é o melhor meio de transformação.
Quero agradecer a todos os músicos que trabalham nesse projeto junto comigo: O Roberto Rossi, baterista e arranjador, Federico Codicé, guitarrista e arranjador e Pippi Dimonte, baixo acústico.

Terminamos por aqui. Obrigada Nilza Costa.

Obrigada a você Cleo, pela oportunidade que me destes. Um abraço.

 

 

Recensione su FolkWorld

Nilza Costa stammt aus San Salvador de Bahia, der vielleicht musikalisch wichtigsten Stadt Brasiliens. Dort ist Candomblé, Capoeira, Samba de Roda Ausdrucksmittel und Lebensphilosophie in einem. Bahia ist der Teil Brasiliens, in dem die afrikanischen Ursprünge eines großen Teils der Bevölkerung am deutlichsten zum Vorschein kommen. Nilza Costas Musik ist tief in dieser Kultur verwurzelt. Trotzdem hat es die Musikerin nach Italien verschlagen, wo sie unter anderem mit Roy Paci zusammenarbeitete. Ihr Album “Revolution, Rivoluzione, Revolução” greift nun wieder auf ihre ursprüngliche afrobrasilianische Sichtweise zurück. Die Lieder klingen zeitweise melancholisch und regenschwer, dann aber wieder nach Latinjazz und brasilianischer Leichtigkeit. Dass die ganze CD dabei mit einer Vielzahl italienischer Musiker eingespielt wurde, macht die Musik noch eine Spur weltläufiger und interessanter. Die dunkle Stimme Nilza Costas erinnert häufig an die von Mercedes Sosa. Ein faszinierendes Album funktionierender Weltmusik.
© Karsten Rube

 

NilzaCosta reviews on Dutch magazine ‘Heaven’, January/February, 2015.

By Pieter Wijnstekers.

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“Con l’inverno alle porte non bisogna lasciarsi deprimere dal freddo e dalla neve. E che rimedio musicale migliore può esserci per combatterli che i commoventi album di queste tre signore brasiliane? ” […]

“In confronto al canto pacato e alla musica tranquilla che caratterizzano Bebel Gilberto e Ceumar, Nilza Costa possiede uno stile molto più possente al quale difficilmente si può rimanere indifferente. La cantante afro-brasiliana vive a Bologna, e possiede una voce piena e travolgente che deposita egregiamente sull’ottimo REVOLUTION,RIVOLUZIONE, REVOLUÇÃO. Undici brani che uniscono samba, jazz e afro-funk. Sul piano della composizione Nilza Costa forse non prevale sulle colleghe sopracitate, ma questa lacuna viene quasi interamente colmata dal fascino che emana dal suo album, al quale hanno collaborato oltre venti musicisti italiani che dimostrano di padroneggiare perfettamente il mix di stili musicali proposti da Nilza.”

Pieter Wijnstekers 

 

Casa di distribuzione: Xango Music

Get the CD ‘Revolution, Rivoluzione, Revolucao’ here:

http://www.xangomusic.com/cgi-bin/db/db.cgi?db=xs&uid=default&taal=en&details=1&ArtikelNr=200177

Co- prodotto da SoundLab/FonoFabrique

 

 Intervista su ElevenCulture di Lívia Rangel

Nasce uma estrela: cantora brasileira lança primeiro álbum aos 40 anos e excursiona pela Europa

Dona de um timbre grave poderoso que revela toda sua ancestralidade africana, a cantora e compositora Nilza Costa, baiana, radicada há 8 anos na Itália, lançou em 2014, aos 40 anos, seu primeiro álbum, Revolution, Revoluzione, Revolução, estreando em carreira solo.

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Segundo ela mesma conta na entrevista exclusiva que você confere logo abaixo, o que era para ser apenas a gravação de um single, a convite do estúdio italiano Studio Soundlub, virou um álbum autoral inédito de afro jazz/MPB. De lá pra cá, a artista, que canta em português, italiano, inglês, francês e yorubá, vem realizando o sonho de toda uma vida: perder a timidez e apresentar suas canções para o universo.

E vem novidade por aí. Costa revelou à Eleven que já se prepara para entrar em estúdio novamente, para gravar o segundo álbum, intitulado Raíz, ainda em 2015.

Acompanhada de um time de músicos experientes, conhecidos na cena jazzista de Bologna, Nilza vem excursionando pela Europa, onde vem sendo elogiada pela crítica especializada e ganhando fãs. No Brasil, no entanto, a ex-integrante do coral do Olodum e da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), ainda é uma desconhecida.
Vamos conhecer um pouco mais sobre a história de vida dessa artista plural, que vem dando o que falar em terra estrangeira e promete ser uma das grandes revelações brasileiras no exterior esse ano.

Lívia Rangel – Conta um pouco da sua história. Onde você nasceu e cresceu, como foi a sua infância e onde a música entra na sua vida?
Nilza Costa – Eu nasci em Salvador, no bairro do Garcia, em 1974. A minha infância foi de muitas dificuldades, mas fui muito feliz, me diverti bastante, principalmente, com a música. Estava sempre cantando por todos os cantos, escrevia tudo aquilo que pensava e lia muito jornais, revistas, principalmente, ‘Sabrina’, ‘Bianca Julia’, romances que achava nos lixos… Jorge Amado, enfim, tudo que tinha letra de imprensa. Eu acendia a vela e lia, porque em casa não tinha energia elétrica.

A música sempre fez parte da minha vida, eu escutava a minha avó e a minha mãe, que cantavam sempre, e quando a minha avó me levava no candomblé ou nas igrejas catòlicas, eu estava sempre curiosa nos cantos.
Lívia – Ao longo da sua trajetória na música você já colaborou em grandes projetos como a Orquestra Sinfônica da Bahia e o grupo Olodum. Fala um pouco sobre o seu envolvimento nessas entidades culturais.

Nilza – Minha carreira como cantora solista eu comecei na Itália mesmo. Eu era muito tímida e não conseguia cantar como solista. Fiz parte de vários corais em Salvador, principalmente, na Igreja de São Lázaro. Depois fui estudar canto na Didá com o professor Jocemar e ele me levou para o Coro Cênico Olodum, onde fiquei por três anos. Fiz parte do Coro da Fundação Cultural do Estado da Bahia que era no Teatro Miguel Santana (no Pelourinho), com o professor/maestro Jorge Marques. Participei de uma audição da OSBA (Orquestra Sinfônica da Bahia), passei, frequentei um pouco mas não dei continuidade, porque junto com uma amiga cantora fundamos uma banda de reggae chamada Ujhama e fiquei até 2003. Depois dei um tempo em Trancoso, onde conheci o meu marido que me trouxe para Itália e me deu um ultimato: “Você deve cantar criatura!!”. Então, em 2006, continuei o meu sonho de sempre.
De todos esses projetos que participei o Coro Olodum foi aquele que tirou a minha timidez, me deu uma grande força e abriu a minha mente, foi ali que perdi o medo de mostrar o que escrevia e de mostrar a minha voz.
Lívia – Foi difícil a decisão de sair do Brasil e ir morar na Itália?
Nilza – Eu nunca tive a intenção de deixar o Brasil para morar no exterior, queria conhecer outros países sim, mas não para morar. Quando casei com um italiano que morava e trabalhava em Trancoso, no sul da Bahia, viemos para Itália
Lívia – Tem vontade de um dia voltar a morar no Brasil? Como tem visto o momento político no país?
Nilza – Claro que tenho vontade de voltar, mas não nesse momento, justamente, porque tenho os meus projetos. Foi aqui que realizei o meu sonho como cantora e compositora. Musicalmente, tenho muito que agradecer a Itália por todas as oportunidades que encontrei aqui.

“Musicalmente, tenho muito que agradecer a Itália por todas as oportunidades que encontrei aqui””

Quanto ao momento politico do Brasil, eu penso que ainda faltam muitas mudanças, principalmente, na saúde e educação. Enquanto não tivermos essas mudanças básicas, a violência continuará. Eu votei no PT, mas ainda existem muitas falhas. O brasileiro deve estar sempre antenado, exigir qualidade e igualdade para todos.

Lívia – No estrangeiro, em geral, a música brasileira é vista como um selo de excelência. Como tem sido pra você atuar no mercado europeu?
Nilza – A música brasileira é uma referência fora do Brasil. Os europeus estão começando a conhecer outros gêneros musicais brasileiros, que são tantos mas poucos divulgados. A galera gosta muito do meu trabalho porque eu misturo muito os sons da nossa terra. Misturo principalmente a África que está dentro de nós. Em 2012, dois artistas italianos me chamaram para gravar um single, que se chama ‘Vício’, no qual fiz a letra e melodia.

“Os europeus estão começando a conhecer
outros gêneros musicais brasileiros,
que são tantos mas poucos divulgados”

Lívia – A turnê de lançamento de “Revolution, Rivoluzione, Revolução”, seu primeiro álbum, está rodando a Europa. Como tem sido a aceitação ao seu trabalho solo? Tem previsão de levar ao Brasil?
Nilza – Estou muito feliz com a turnê. Em novembro de 2014, estive na Alemanha e Polônia, foi muito legal, houve uma grande participação do público, que cantava em português e yorubá. Me emocionei tantíssimo em cada lugar que estive. Eles gostaram tanto que em março iremos novamente. Quanto à aceitação do meu trabalho solo está sendo muito positiva, perdi totalmente a timidez.
No Brasil, mandei alguns e-mails e encontrei um pernambucano maravilhoso que se chama Cristiano Brito, ele está trabalhando para que possamos levar esse projeto em algumas cidades. Estou ansiosa, mas sempre otimista.

Lívia – Falando ainda sobre o álbum, conta um pouco sobre como se deu o processo de composição das canções e as gravações.

Nilza – Eu estive no Studio Soundlub, em 2013, para gravar somente uma música, e eles gostaram tanto que me perguntaram porque eu não gravava um álbum. Foi uma surpresa pra mim, eu não esperava. Mas na mesma hora respondi que tinha várias canções e que era o meu sonho. Chamei os meus músicos que são maravilhosos, adoram a música brasileira e começamos a gravar. O álbum tem a participação de vários artistas de jazz da cidade de Bologna, e o Peppe Siracusa, que era meu guitarrista na época, fez a maioria dos arranjos, já que eu não toco nenhum instrumento.
O álbum tem 11 canções, das quais nove são minhas letras e melodias. O Studio Soundlub e eu somos os produtores executivos do disco e hoje eles fazem também o trabalho de booking, management etc. O disco é distribuído pela Xango Music e FonoFabrique é a Etichetta Discografica Independente. Partiparam pelo menos 15 músicos (no disco). Em fevereiro, começo a gravar o meu segundo álbum.

“O álbum tem 11 canções, das quais nove
são minhas letras e melodias. Em fevereiro,
começo a gravar o meu segundo disco”

Lívia – Por quê a escolha do título “Revolution, Rivoluzione, Revolução”?
Nilza – Eu escolhi Revolution, Rivoluzione, Revolução em três línguas porque queria fazer uma revolução dos gêneros musicais que existem no Brasil. Fazer uma “fusion”, revolucionar as ideias de mudança, de transição, etnias, sabores. O CD tem diversas línguas como português, italiano, inglês, francês, yorubá, latino, polonês e swahili. Quis fazer uma homenagem a mistura brasileira, que na verdade é uma mistura World Music. O próximo álbum se chamará Raíz
Lívia – Quem tiver interesse em adquirir o CD Revolution… pela internet como faz?
Nilza – Pode comprar através do http://nilzacosta.bandcamp.com/album/revolution-rivoluzione-revolu-o ou pelo site http://www.xangomusic.com/

 Recensione su The World Music Report

Nilza Costa is an extraordinary Afro-Brasilian musician. She has a riveting voice that—in the Western music realm would be considered contralto—is mesmerising because of its sensuous almost physical quality in which Ms. Costa does not so much as sing the words of her songs as licks them and then tosses them out with an almost beautiful contempt and so steeped in sardonicism and irony that they pierce and hurt the consciousness. In her album Revolution Rivoluzione Revolução she is strident in tone, yet her music echoes with an African regality and grandeur that informs the music of Brasil. Brasil is not unique in Latin America for being influenced by African music and dance, but memories are short and many Latin cultures, such as Argentina, are even in denial about the influence of Africa. Brasilian music (and dance) without the African inspiration is simply impossible. Brasilian atabaque—the ganza, marimba and cuica as well as the berimbau (the soul of capoeira is almost certain to have come from the musical bows of Southern Africa) all have African origins. Nilza Costa’s music also further glues Brasilian music to its African origins. Her sambas, a dance form derived from of semba, (again from Bantu Southern Africa) are subtle and like the shuffling of dancing feet in and among a circle of friends and tribal communities. Ms. Costa’s music also recalls the fetishist chants and dramatic dances like Congos, Congadas and Quilombos, the nasal twang in the Brazilian singing voice, some choreographic steps are also Afro-Brazilian musical manifestations.

Nilza Costa’s rich and eclectic sound is boundless. Although it echoes with the rhythms of Salvador de Bahia, where she was born, it pulses and beats with a heart that beats for Africa, this rich (African) heritage underpins the expressions of Candomblé, Capoeira, Samba, Maculelé and Cantigas de Roda. Her notes and phrases are wrought with a voice dense with the emotion that is born under a Bahian sky but harkening back to Africa. The lasting impression of her vocalastics is deeply integrated by the gravitas with which she brings to her source material—“Africa” and “Afoxé do Amor” spring immediately to mind—and stand out almost as improvisational as if they were created on the spot. Ms. Costa can be rustic and emotionally sweet too as in “Soberanía Popular” and she can also breathe fiery dialogues with the instrumentation as she does on “Blues de Yansa”. Her singing can also be almost uncharacteristically lithe as the lines seem to flow like bubbling brooks. And finally, without sacrificing power and speed, she mines the lyrics of her deeply Africanised and beautiful music with delicacy and precise elegance. In fact, it feels as if Ms. Costa ultimately liberates the music`s ebb and flow with grace and fortitude. And this is perhaps the most profoundly beautiful aspects of this heart-stopping record by someone who is unabashedly African in her approach to Latin American music. The record is utterly memorable.

 See more at: http://theworldmusicreport.com/2014/09/21/reviews/cd-reviews/nilza-costa-revolution-rivoluzione-revolucao/

 

 

Recensione su A proposito di Jazz

E’ brasiliana di Salvador de Bahia, ma adesso vive e lavora a Bologna: stiamo parlando di Nilza Costa, una vocalist brasiliana che grazie ad una voce potente e personale, ha tutte le carte in regola per imporsi nel mondo del jazz. In questo disco d’esordio la tematica è facilmente intuibile dallo stesso titolo: si tratta di canzoni di protesta in cui si mette l’accento sulle tematiche del terzo mondo e sui suoi rapporti con i Paesi industrializzati. Dal punto di vista musicale, l’ispirazione viene dall’Africa filtrata attraverso la particolare sensibilità di una brasiliana che ama il jazz. Ecco quindi echi tribali mescolarsi con il blues, con il samba, con il jazz. Insomma un miscuglio originale e gradevole che mette in particolare evidenza le doti della vocalist la quale canta con voce profonda in portoghese, yorubà (l’antica lingua degli schiavi africani) e italiano. Ad accompagnarla un vasto organico variabile composto in prevalenza da strumenti a corda, con un pizzico di elettronica, in cui , dal punto di vista jazzistico, spicca il nome di Carlo Atti al sax alto presente purtroppo in un solo brano. Ed è proprio in una certa staticità e pesantezza dell’accompagnamento ritmico che si può trovare qualche punto debole dell’album: una maggiore fantasia sarebbe stata auspicabile. Tra i pezzi più significativi il brano d’apertura – “Obanixa” – un inno alla vita che pone in particolare evidenza la chitarra di Peppe Siracusa, ma soprattutto “Soberania Popular”, il pezzo di denuncia più forte con il sax soprano di Gianluca Sia che duetta magnificamente con il violino di Claudio Cadei e la chitarra di Massimo Donno, mentre fuori contesto ci è parso l’unico brano non firmato dalla Costa, vale a dire “Lettera della Terra”.

 

Recensione su Tropicalidad

Nilza Costa is een Braziliaanse uit Ondina bij Salvador da Bahia die in 2006 in het ItaliaanseBologna belandde. In haar muziek verzoent ze jazz, soul, blues en reggae met invloeden uit Braziliaanse samba, candomblé, cantigas de roda (kinderliedjes) en maculelê, waarbij Afrika nooit veraf is. Voor elke track op Revolution, Rivoluzione, Revolução, Costa’s langspelerdebuut, lijkt de Braziliaanse zangeres het perfecte evenwicht gevonden te hebben tussen percussie, melodie en stem, waarbij de luisteraar steeds heen en weer geslingerd wordt tussen een jazzclub en een candomblé-ceremonie. Absolute ontdekking!

 

Recensione su Rebel Base

Nilza Costa is a Brazilian from Ondina near Salvador, Bahia, who’se been living in the Italian city of Bologna since 2006. In her music she reconciles jazz, soul, blues and reggae with influences from Brazilian samba, candomblé, cantigas de roda (children’s songs) and maculelê, with Africa never being far away. For each track on ‘Revolution, Rivoluzione, Revolução’, Costa’s debut effort, the Brazilian singer seems to have found the perfect balance between melody, voice and percussion, pulling her audience back and forth between a jazz club and a candomblé ceremony. Absolute discovery!

 

Recensione su NRC

De katholieke kerk in Salvador de Bahia waar Nilza Costa als kind in het koor zong, was gewijd aan St. Lazarus. In Brazilië is die heilige gelijk aan Omolu, een god uit de Afro-Braziliaanse religieuze stroming Candomblé. De twee werelden zijn te horen op Costa’s indrukwekkende plaat Revolution, Rivoluzione, Revolução. De openingstrack Obanixa klinkt als een Afrikaanse religieuze bijeenkomst, maar in de percussie zitten Braziliaanse accenten. Later op het album klinken ook vleugen jazz, soul en blues door, nooit lijkt het op iets wat we al kennen. Costa heeft een bijzondere, diepe stem waarmee ze gemakkelijk heen en weer glijdt tussen westerse, Zuid-Amerikaanse en Afrikaanse tradities. Omolu danst bij haar langzaam, als een oude man. Het tempo van Nilza Costa op dit album is kalm, maar levendig. De gebalanceerde mix van haar stemgeluid, percussie en melodie heeft genoeg Braziliaanse zeggingskracht om met volle aandacht te blijven luisteren.

 

Recensione su Diario Folk

Brasil suele regalarnos muy buenos músicos y muy buenas cantantes. Una nueva demostración de ello llega esta vez con el primer disco editado a nombre de esta bahiana afincada en Italia (a quien algunos recordarán por su concierto en Madrid, hace ya unos años). Pero el caso de Nilza Costa no es, simplemente, uno más. A diferencia de la mayoría de las grandes vocalistas de su país, ella es autora de su propio universo sonoro, de sus músicas y de sus letras. Por otra parte, su voz -oscura, fuerte, profunda y con carácter- está lejos de ese modelo más exportado por las discográficas brasileñas de registros más bien dulces, cristalinos y agudos, lo que le imprime a sus canciones un perfil muy especial. En Revolución, Revoluzione, Revolução la cantautora bebe de sus raíces bahianas, impregnadas de ecos africanos, combinándolas con ciertas dosis de jazz, samba, afoxé y blues, redondeando un resultado muy parejo a lo largo de todo este álbum (producido por Nilza y Studio Soundlub de Boloña), poseedor de unos arreglos que en todo momento suenan actuales y de una instrumentación rica, variada y siempre equilibrada. Un trabajo honesto, estimulante y absolutamente personal, que disfrutarán no solo quienes gustan de los ritmos brasileños, sino los amantes de las músicas del mundo en general.

 

Recensione su the Equal Ground

We have reviewed a lot of albums here at The Equal Ground but I’m pretty sure we haven’t covered a tribal Afro-South American sound that combines jazz, samba and blues the way Nilza Costa does on her recent release entitled Revolution Rivoluzione Revolução. Sometimes on an album the instruments will support the vocals and with such a powerful voice as Costa you might assume that would be the case here but it isn’t. You could remove her vocals entirely and you would still be left with a percussively heavy, instrumentally rich album that you would have no problem enjoying. The fact that her vocals and the music seem equally as important to the overall sound makes the listening experience almost overwhelming in a good way.

One of the best examples of this is “Soberania Popular,” which has such a wonderful spectrum of sounds that it’s hard to know what to concentrate on. The guitar sounds cool but so does that fiddle but wait that percussion is incredibly good. The song is festive, really festive. It makes you want to celebrate whether you have anything to be happy about or not. “Africa” has a little bit of funk and a lot of soul while “Blues de Yansa” displays the excellent technical mastery by the musicians.

Those strings on “Pedra do Pedro” are golden but it also has an exceptional vocal performance by Costa as well. The instruments coalesce and again display the intricate skill by the musicians. I especially am biased towards songs with a lot of percussion and “Afoxe do Amor” brings it hard. On top of the insane rhythms is a flamenco guitar that delicately balances upon a walking bass line.

I may not have understood a single word of Revolution Rivoluzione Revolução but I didn’t need to. This is music that has so much unbridled energy it really feels like a living thing. Its energy will grab you and won’t let go until its final note. This is hands down a great album that is dynamic and full of life.

 

 Recensione su Rockit

Adesso vive a Bologna, ma è brasiliana di Salvador de Bahia, si chiama Nilza Costa e di mestiere fa la cantante, cosa che prende maledettamente sul serio, sostenuta da una voce veramente possente e alquanto ammaliante.

“Revolution, Rivoluzione, Revoluçào” è il suo album di debutto, inutile dirvi di cosa parlano i testi. Ciò che colpisce maggiormente sono sonorità e ritmi: un concentrato musicale che parte naturalmente dall’Africa per passare a Bahia e li sostare tra la sua gente, le loro storie, che spesso hanno il sapore della miseria, della rabbia o della speranza. Buonissima world music che trova i punti di forza nella prima traccia, “Obanixa”, canzone dalla melodia suadente che unisce bene sonorità africane con i ritmi brasiliani e che trova il punto di forza nella buona tecnica vocale di Nilza; “Obanixa” è un hymne à la vie rigenerativo e spirituale, ben sostenuto dall’ottimo chitarrista Federico Codicè.

“Africa” è un pezzo afro-beat originale con arrangiamenti jazzati a volte utili, a volte un pò forzati, ma sempre posizionati all’interno di una finestra sonora che sfocia in un lirismo e in una musicalità più che interessante. “Soberania Popular” è il pezzo di denuncia sociale più marcato dell’album, una patchanka rebel con la revoluçao dentro, con un sax alto che sembra uscito da un ensemble di Michael Nyman e che duetta con violino e chitarra con disinvoltura e affiatamento, sempre sostenuto da percussioni mai troppo di contorno.

Nove tracce per poco più di trenta minuti: la consapevolezza di essere di fronte a un buon prodotto musicale, essendo un debutto, e a un’artista che sprigiona i propri sentimenti (anche politici) con naturalità e passione.

 

Recensione su Musicalnews

Nilza Costa: da Salvador de Bahia all’Emilia un cuore musicale con dentro l’Africa. Ha recentemente ultimato i lavori sul suo primo album Revolution, Rivoluzione, Revolucao, prodotto da FonoFabrique, destinato a diffondere il suo nome.

Nilza Costa un Cuore musicale con dentro l’Africa che parte da Salvador de Bahia (dove è nata e cresciuta) fino alla nostra Italia (l’Emilia terra di tradizioni musicali importanti) dove ha trovato terreno fertile e collaborazioni importanti (Roy Paci) in modo da far confluire nel suo primo lavoro tutte le sue esperienze e il calore Afro-brasiliano che la contraddistinguono.

In questa sua prima fatica fatta di repertorio originale si è immersi, all’ascolto, in una miscela di tradizione africana, anche portoghese, di echi Jazz/Blues e Reggae dovuti all’interazione degli ottimi musicisti che l’accompagnano e dalla sua profonda e scura voce. Come ogni disco deve essere “digerito” con vari ascolti per apprezzarne il gusto….testi impegnati cantati in Portoghese, Yorubà (l’antica lingua degli schiavi africani) e Italiano, ma soprattutto dalla sua voce profonda, scura e potente….

Ritornare ad ascoltare musica che ci riporta alla dimensione naturale delle nostre origini non può fare che bene alla nostra creatività mentale nonché al nostro spirito. La produzione del disco è FonoFabrique/StudioSoundLab (Bologna): il 10 Luglio, Nilza Costa sarà in concerto al Teatro del Sale di Firenze….

 

Intervista a Nilza costa al circolo Macondo:

http://www.bolognatoday.it/eventi/concerti/nilza-costa-circolo-macondo-888634.html

 

Intervista a Nilza Costa e Gastrobahia Bolobazzalive 17.02.2013:

 

Intervista a Nilza Costa:

 

Intervista a Nilza Costa RadioFujiko: